A cultura demissional de técnicos no Brasil

Gilson Kleina, Chapecoense, foi a mais recente “vitima” da onda de demissões do futebol brasileiro. Agora somente três clubes não mudaram de técnicos na atual temporada entre os times de Série A.

O Brasileirão ainda não terminou o primeiro turno, e apenas Odair Hellmann, Mano Menezes e Renato Gaúcho continuam desde o começo de 2018 nas suas equipes: Internacional, Cruzeiro e Grêmio, respectivamente.

Na semana passada, Marcos Paquetá saiu do Botafogo com apenas trinta e seis dias. O clube alvinegro é o primeiro time da Série A com quarto técnicos neste ano.

Essa é um cultura difícil de ser mudada. A cada novo insucesso, uma nova demissão. Porém, os dirigentes precisam repensar essa prática velha e ultrapassada. Planejamento deve ser cumprido até o final, mesmo com tropeços.

Gilson Kleina foi demitido pela Chapecoense Foto: Gustavo Magnusson/Fotoarena/VEJA

NÚMEROS

Já são 21 mudanças de treinador nos clubes da Série A em 2018 e a 16 desde o começo da Série A.

O maior número de trocas de técnicos durante a era dos pontos corridos com 20 clubes foi na temporada de 2015, com 32 mudanças. Naquele ele ano, apenas Tite, campeão Corinthians, começou e terminou a competição empregado. O recorde anterior tinha sido em 2010, com 31.

Nesses quase quatro meses de Brasileirão com 17 rodadas, das 16 mudanças de técnico, sete aconteceram por pedido de demissão do próprio treinador.

Dos 20 clubes, só sete técnicos estão trabalhando há, no mínimo, quatro meses: além de Mano, Renato, e Odair, apenas Thiago Larghi (Atlético-MG), Rogério Micale (Paraná), Diego Aguirre (São Paulo) e Mauricio Barbieri (Flamengo) assumiram os clubes antes do início do Brasileirão.

 

Foto de Capa: clicrdc.com.br